quarta-feira, 30 de março de 2011

São 20:11, estou deitada no meio do lençóis verdes e a agua salgada esta prestes a desprender-se do olhos.
Penso na proposta que me fizeste e na estúpida que sou por não ter aceite. Mas o sentimento arrepiante do “medo” falou mais alto novamente.
Perto das 20:15 começo a sentir as primeiras gotas a sair, tento conte-las mas é mais forto do que eu, passado dois minutos, parecia uma tempestade, não parava de chorar, parecia uma tempestade, que ninguém conseguia parar e o pensamento : “ Porque não aceitei ? “ não saía da cabeça.
Pus-me a colocar as ideias em ordem:
- “ porque não aceitei?” – 1ª pergunta que surgia na minha cabeça – Não aceitei porque tinha duvidas, tinha aquele arrepiante sentimento do “medo”, medo de me magoar uma vez mais, medo de dar novamente confiança.
-“porque quero perdoar, mas não consigo?” – 2ª pergunta, ia surgindo uma atrás da outra – Quero perdoar porque a amo muito, porque o sentimento que sinto por ela é mais forte do que todos os outros, porque não consigo estar zangada com ela. Mas oh mesmo tempo já me magoou muitas vezes, já pediu muitas vezes desculpa e depois voltou tudo como estava dantes.
-“será que a estou a magoar?” – mais uma pergunta que me deixou confusa e magoada – Estou a magoa-la definitivamente, mas não quero, quero que esteja bem, não quero que esteja triste e muito menos que choro, porque meu coração não aguenta.
- será que estou a ser egoísta? Porque estou confusa? Porque é que estou a fazê-la sofrer? Porque tenho medo? – são tudo perguntas as quais não tenho resposta, mas gostaria de ter. Parece que de um momento para o outro tinha caído uma chuva de perguntas e que ninguém conseguia parar.
Eram 20:37, e a agua ainda não tinha parado de escorrer de minha cara, e duvido que parasse tão cedo.
AMO-TE tanto, não tens noção!

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