quarta-feira, 30 de março de 2011

Estou sentada á varanda, num dia de trovoada, as lágrimas escorregam pela cara, não pelos estrondos dos trovões mas por tua causa.
Acertaste-me com uma seta de aço no coração, já por várias vezes, mas consegui retira-la sempre, às vezes era complicado mas a força que tinha chegava. Desta vez ainda tinha uma ferida para curar e fizeste-me outra, e meu coração não aguentou.
Trocaste-me por outra uma vez, zanguei-me e perdoei. Trocas-te novamente pela mesma pessoa e eu zanguei-me e perdoei. Isto aconteceu milhares de vezes! Até hoje eu tenho perdoado sempre, mas hoje foi a gota de água, tinha-me zangado na segunda e perdoei e hoje quarta voltas-te a faze-lo! Desde 5ª feira que não passas um intervalo comigo, nem um…
Não digas que sou a tua melhor amiga, porque dizes uma coisa e as tuas acções dizem outra completamente diferente, eu já não sou a tua melhor amiga é a “outra”, eu neste momento sou a “grande amiga” e por mais que isso deixe meu coração em lágrimas não posso fazer nada.
Sou sempre eu que dou aqueles testamentos, sou eu que dou o braço a torcer, neste momento preciso de receber para continuar a dar.
Quando não éramos melhores amigas era tão diferente, davas-me coisas lindas quase todas as aulas, estavas sempre comigo, agora que superamos aqueles problemas todos, e somos melhores amigas deixas-me para estar com a “outra”.
Meu coração perdeu metade da vida com isto tudo, não vai aguentar por muito mais tempo, qualquer dia para de bater, mas oh menos não sofro mais.
Por meu coração chegava ao pé de uma falésia e atirava-me, mas pela cabeça não o faço porque ia causar sofrimento a seres que não têm culpa de nada!

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